Gustavo
AHA 2025Diretrizes OficiaisRCPEmergência

American Heart Association — Atualização 2025

SUPORTE BÁSICO
DE VIDA — SBV

Reconhecimento e atendimento da parada cardiorrespiratória segundo as Diretrizes AHA 2025 para CPR and Emergency Cardiovascular Care (ECC).

"Na parada cardiorrespiratória, cada segundo importa. Reconhecimento precoce, RCP de alta qualidade e desfibrilação rápida são pilares fundamentais para aumentar a chance de sobrevivência."

Emergência: SAMU 192
Diretrizes AHA 2025
Equipe médica realizando RCP com DEA
PCRRCP + DEA

Equipe de reanimação em ação

Reconhecimento precoce e RCP de alta qualidade salvam vidas.

PCR

O que é Parada Cardiorrespiratória?

A parada cardiorrespiratória (PCR) corresponde à interrupção da circulação sanguínea efetiva decorrente da cessação da atividade mecânica cardíaca capaz de produzir perfusão.

Consequentemente, ocorre interrupção da oferta adequada de oxigênio aos tecidos, especialmente cérebro e coração.

Hipóxia

É a redução da disponibilidade de oxigênio nos tecidos. Diferencie:

  • Hipoxemia = redução do oxigênio no sangue arterial
  • Hipóxia = redução da disponibilidade/utilização de oxigênio pelos tecidos

Cascata fisiopatológica

PCR — ausência de circulação efetiva
Redução abrupta da perfusão
Hipoxia / isquemia tecidual
Lesão celular progressiva
Risco de lesão cerebral e morte
Reconhecimento

Como Reconhecer uma PCR no Adulto?

Para profissional da saúde

  1. 1Segurança da cena.
  2. 2Verificar responsividade.
  3. 3Pedir ajuda / acionar sistema de emergência e solicitar DEA / desfibrilador.
  4. 4Avaliar simultaneamente respiração e pulso.
  5. 5A avaliação não deve ultrapassar 10 segundos.
  6. 6Se o paciente estiver irresponsivo, sem respiração normal ou apresentando apenas gasping / respiração agônica e não houver pulso definitivamente palpável, considerar PCR.
  7. 7Iniciar imediatamente RCP começando pelas compressões.

RESPIRAÇÃO AGÔNICA NÃO É RESPIRAÇÃO NORMAL

Gasping pode apresentar inspirações lentas, irregulares e ineficazes e não deve atrasar o reconhecimento da PCR.

Para socorristas leigos

Não perder tempo tentando palpar pulso. Em adulto inconsciente/irresponsivo, sem respiração normal ou apenas com gasping, presumir PCR e iniciar as medidas recomendadas.

Pulso central no adulto

Localização do pulso carotídeo

Preferencialmente carotídeo. A verificação do pulso não deve ultrapassar 10 segundos. Se não houver certeza da presença de pulso, iniciar compressões.

Tempo máximo de avaliação

10 segundos

Se não tiver certeza, inicie as compressões.

Fisiopatologia

O que acontece com o organismo durante a PCR?

Esquema fisiopatológico

1

Coração deixa de produzir débito cardíaco efetivo

2

Perfusão cerebral cai abruptamente

3

Perda de consciência / responsividade

4

Redução drástica da oferta de O₂

5

Metabolismo anaeróbio

6

Acidose + disfunção celular

7

Lesão cerebral e miocárdica progressiva

Ausência de movimento ou perda do tônus podem ocorrer após a perda de consciência, mas não devem ser utilizados isoladamente como critérios diagnósticos de PCR.

Elementos fundamentais para reconhecimento

  • Irresponsividade
  • Ausência de respiração normal / gasping
  • Ausência de pulso definitivamente palpável (profissional de saúde)

Por que a rapidez importa: a cada minuto sem RCP e desfibrilação, a chance de sobrevivência cai em aproximadamente 7–10%.

Etiologia

Causas da PCR

A PCR é o evento final de diferentes condições. Reconhecer a causa subjacente é fundamental no contexto do Suporte Avançado de Vida (SAV).

Hipóxia
Síndrome coronariana / causas cardíacas
Arritmias
Choque
Hemorragia
Distúrbios eletrolíticos
Intoxicações
Tromboembolismo pulmonar
Tamponamento cardíaco
Pneumotórax hipertensivo
Hipotermia
Outras causas reversíveis

No SAV, lembrar das causas reversíveis

Tradicionalmente organizadas como 5 H e 5 T. Não aprofundaremos excessivamente aqui, pois o foco principal desta página é o Suporte Básico de Vida (SBV).

5 H

Hipóxia, Hipovolemia, Hidrogênio (acidose), Hipoglicemia, Hipotermia

5 T

Trauma, Tensão (pneumotórax), Tamponamento, Trombose coronariana, Trombose pulmonar

Comparação

SBV × SAV

SBV

Suporte Básico de Vida

  • Reconhecimento precoce
  • Acionamento do sistema de emergência
  • Compressões torácicas
  • Ventilação
  • Utilização precoce do DEA
  • RCP de alta qualidade

SAV

Suporte Avançado de Vida

  • RCP de alta qualidade
  • Monitorização do ritmo
  • Desfibrilação
  • Acesso IV / IO
  • Medicamentos
  • Manejo avançado da via aérea
  • Identificação e tratamento das causas reversíveis
Adulto

Sequência Prática — PCR no Adulto

1

SEGURANÇA

Certifique-se de que o ambiente é seguro para paciente e socorrista.

2

RESPONSIVIDADE

Verifique se o paciente responde.

3

CHAME AJUDA

Acione o sistema de emergência e solicite DEA/desfibrilador. No Brasil, em ambiente pré-hospitalar, pode-se acionar SAMU 192.

4

RESPIRAÇÃO + PULSO

Profissional da saúde avalia respiração e pulso simultaneamente por no máximo 10 segundos.

5

PCR?

Irresponsivo + ausência de respiração normal/gasping + ausência de pulso definitivamente palpável.

6

INICIAR RCP

Começar pelas compressões. 30 compressões : 2 ventilações.

7

DEA / DESFIBRILADOR

Conectar e utilizar assim que estiver disponível. Não estabelecer espera fixa de 3–5 minutos antes da desfibrilação.

8

ANALISAR RITMO

Se chocável: choque → imediatamente reiniciar RCP por ~2 min → nova análise. Se não chocável: reiniciar imediatamente RCP por ~2 min → nova análise. Minimizar interrupções.

Adulto

RCP de Alta Qualidade — Adulto

Compressões torácicas são o componente mais importante da RCP.

Compressões torácicas

Local

Centro do tórax, sobre a metade inferior do esterno.

Posição

Calcanhar de uma mão sobre o esterno, outra mão sobre a primeira. Braços estendidos, cotovelos travados, ombros alinhados sobre as mãos. Força aplicada verticalmente.

Frequência

100–120 compressões/min

Profundidade

Pelo menos 5 cm

Evitar profundidade excessiva acima de 6 cm.

Reexpansão

Permitir retorno completo do tórax após cada compressão.

Relação C:V

30 : 2

Sem via aérea avançada

Troca do compressor

~2 minutos

Preferencialmente durante interrupção já necessária

Técnica de compressões torácicas no adulto

Posição correta das mãos

Força vertical, braços estendidos, cotovelos travados

Pontos de atenção

  • Minimizar interrupções das compressões
  • Não apoiar o peso sobre o tórax entre as compressões
  • Evitar ventilação excessiva
Adulto

Ventilação

Dispositivos

Pode ser realizada utilizando:

Bolsa-válvula-máscara (BVM / "Ambu")
Máscara de bolso (pocket mask)

Parâmetros durante RCP sem via aérea avançada

Relação

30 : 2

Duração

~1 segundo

cada ventilação

Elevação visível do tórax

Utilizar volume suficiente para produzir elevação visível do tórax. Evitar hiperventilação.

Técnica de ventilação com BVM

Ventilação com BVM

Volume suficiente para elevação visível do tórax

Atenção

A hiperventilação é prejudicial. Ventilações excessivas aumentam a pressão intratorácica, reduzem o retorno venoso e diminuem a eficácia das compressões.

Técnica

Técnica C–E na Bolsa-Válvula-Máscara

Posicionamento das mãos

C

Técnica "C"

Polegar + indicador pressionam e estabilizam a máscara, formando um "C" sobre a face.

E

Técnica "E"

Os demais dedos elevam a mandíbula, formando um "E". Essa manobra abre a via aérea.

Objetivo

A técnica busca simultaneamente vedar a máscara e manter a via aérea aberta.

Técnica com 2 profissionais

Quando possível, um profissional mantém vedação/abertura da via aérea e outro comprime a bolsa. Essa abordagem tende a melhorar a ventilação.

Técnica C-E na BVM

Técnica C–E ilustrada

Vedação da máscara + elevação da mandíbula simultâneas

DEA

DEA e Desfibrilação

DESFIBRILAÇÃO PRECOCE SALVA VIDAS

A desfibrilação consiste na aplicação terapêutica de corrente elétrica ao coração com o objetivo de interromper determinadas arritmias potencialmente fatais e permitir que um ritmo cardíaco organizado possa ser restabelecido.

O choque produz despolarização de uma massa crítica do miocárdio, interrompendo a atividade elétrica desorganizada responsável por determinados ritmos chocáveis.

Sequência de uso do DEA

1

Ligar o DEA

2

Colocar as pás adesivas no paciente

3

Permitir a análise do ritmo

4

Afastar-se da vítima durante análise/choque

5

Choque se indicado

6

Imediatamente retomar compressões

Regra de ouro

O DEA deve ser utilizado assim que estiver disponível. Não atrasar desfibrilação para completar arbitrariamente vários ciclos de RCP quando o DEA já estiver pronto.

Uso do DEA em emergência

Colocação das pás do DEA

Afastar-se durante análise e choque

Importante

Não estabelecer espera fixa de 3–5 minutos antes da desfibrilação. Se o DEA está disponível, use-o.

Eletrocardiografia

Ritmos Chocáveis e Não Chocáveis

CHOCÁVEIS

Fibrilação Ventricular — FV

Atividade elétrica ventricular caótica e desorganizada, sem contração ventricular efetiva.

Taquicardia Ventricular sem Pulso — TVSP / pVT

Ritmo ventricular rápido no qual não existe pulso/perfusão efetiva.

FV + TV sem pulso = DESFIBRILAÇÃO

NÃO CHOCÁVEIS

Assistolia

Ausência de atividade elétrica ventricular detectável.

Atividade Elétrica sem Pulso — AESP

Existe atividade elétrica organizada no monitor, porém não há pulso/perfusão mecânica efetiva.

Assistolia + AESP = NÃO DESFIBRILAR

Nos ritmos não chocáveis: manter RCP de alta qualidade e, no contexto do SAV, identificar e tratar causas reversíveis.

Pediatria

Classificação para SBV

Recém-nascido

Primeiros 28 dias de vida

A reanimação no momento do nascimento segue algoritmo neonatal específico AHA/AAP e não deve ser simplesmente tratada como RCP pediátrica convencional.

Lactente

Menor de ~1 ano

Excluindo o recém-nascido no contexto da transição ao nascimento.

Criança

~1 ano até a puberdade

Aproximadamente 1 ano até a puberdade.

Adolescente

Sinais de puberdade presentes

Na presença de sinais de puberdade, seguir o algoritmo de SBV do adulto. Não utilizar uma idade fixa como único critério.

Pediatria

Por que a PCR pediátrica é diferente?

ADULTO

Frequentemente causa cardíaca primária. A PCR geralmente ocorre de forma súbita em indivíduos com doença cardiovascular subjacente.

PEDIATRIA

Frequentemente deterioração respiratória ou circulatória → hipóxia → bradicardia → PCR.

Insuficiência respiratória e choque são causas importantes da deterioração pediátrica. Por isso:

VENTILAÇÃO + OXIGENAÇÃO

possuem importância especialmente grande na RCP pediátrica

Pediatria

Reconhecimento da PCR em Crianças e Lactentes

Para profissionais da saúde

Se o paciente apresentar irresponsividade, ausência de respiração normal ou gasping e ausência de sinais de vida, avaliar pulso por no máximo 10 segundos.

Se não houver pulso definitivamente palpável: INICIAR RCP

Pulso utilizado

Lactente

Braquial ou femoral

Criança

Carotídeo ou femoral

Para socorristas leigos

Não exigir palpação do pulso para iniciar RCP em criança/lactente sem sinais de vida.

Localização do pulso em crianças e lactentes

Pulso pediátrico

Lactente: braquial/femoral | Criança: carotídeo/femoral

Atenção

Bradicardia Pediátrica <60/min

NÃO escrever simplesmente: "FC <60 = PCR"

Isso está incorreto e pode levar a erros graves.

Profissional da saúde

Em lactentes e crianças: se houver frequência cardíaca <60/min associada a sinais de má perfusão, apesar de oxigenação e ventilação adequadas, iniciar RCP.

<60/min isoladamente não significa automaticamente PCR.

Exemplos de sinais de má perfusão

Alteração do nível de consciência
Pulsos fracos
Extremidades frias
Enchimento capilar prolongado
Hipotensão como sinal tardio
Lactente

Compressões — Lactente

Frequência

100–120/min

Profundidade

~4 cm

Pelo menos 1/3 do diâmetro AP

Local: esterno, na região apropriada do tórax, evitando o processo xifoide.

MUDANÇA AHA 2025

Técnica AHA 2025

Utilizar:

  • Técnica com o calcanhar de 1 mão
  • Técnica dos 2 polegares com as mãos envolvendo o tórax

Não ensinar a antiga técnica de compressão com 2 dedos, pois ela foi retirada das recomendações AHA 2025 para compressões torácicas em lactentes.

Técnica de compressões no lactente

Técnica dos 2 polegares envolvendo o tórax

Método preferido AHA 2025 para lactentes

Criança

Compressões — Criança

Frequência

100–120

compressões/min

Profundidade

~5 cm

Pelo menos 1/3 do diâmetro AP

Técnica

1 ou 2 mãos

Dependendo do tamanho

Garantir sempre:

Compressões adequadas
Retorno completo do tórax
Mínima interrupção
Evitar ventilação excessiva
Pediatria

Relação Compressão : Ventilação Pediátrica

1

1 SOCORRISTA

Lactente ou criança:

30 : 2

2

2 SOCORRISTAS

Lactente ou criança:

15 : 2

Sem via aérea avançada. 100–120 compressões/min.

Pediatria

Via Aérea Avançada — Pediatria

Quando houver via aérea avançada durante a RCP:

1

Realizar compressões contínuas

2

Não interromper compressões para cada ventilação

3

Fornecer aproximadamente 20–30 ventilações/min

Correspondendo a cerca de 1 ventilação a cada 2–3 segundos

DEA

DEA em Crianças e Lactentes

O DEA deve ser conectado assim que estiver disponível.

Crianças e lactentes menores de 8 anos

Preferir: DEA com atenuador pediátrico + pás pediátricas, quando disponíveis.

Se não houver equipamento com atenuação pediátrica: um DEA convencional pode ser considerado, pois não se deve deixar de tratar um ritmo chocável apenas pela ausência do atenuador pediátrico.

Posicionamento das pás

As pás não devem se tocar. Posições possíveis:

Anterolateral

Peito e lado do tórax

Anteroposterior

Frente e costas

Pediatria

PCR Pediátrica Testemunhada × Não Testemunhada

A sequência de ativação do sistema de emergência pode variar conforme o contexto.

Colapso súbito testemunhado

Especialmente quando há suspeita de causa cardíaca:

Acionar rapidamente o sistema de emergência
Buscar/solicitar DEA
Iniciar RCP e utilizar DEA assim que disponível

Colapso não testemunhado / provável causa asfixica

Quando o profissional está sozinho e precisa deixar a vítima para buscar ajuda:

Realizar ~2 minutos de RCP antes de deixar a criança
Depois acionar emergência/buscar DEA

Alternativas

  • • Telefone celular disponível: acionar no viva-voz e iniciar RCP sem abandonar a vítima
  • • Outro socorrista presente: um inicia RCP enquanto o outro aciona emergência
Recém-nascido

Reanimação Neonatal — AHA/AAP 2025

NÃO CONFUNDIR COM LACTENTE

No recém-nascido ao nascimento, o problema predominante geralmente está relacionado à dificuldade de estabelecer ventilação pulmonar adequada.

VENTILAÇÃO EFETIVA

É A INTERVENÇÃO CENTRAL DA REANIMAÇÃO NEONATAL

Não aplicar automaticamente o algoritmo 30:2 utilizado em outras faixas etárias.

Recém-nascido

Compressões no Recém-nascido

Quando iniciar

Se a frequência cardíaca permanecer <60/min apesar de aproximadamente 30 segundos de ventilação efetiva que produza movimento torácico, iniciar compressões torácicas.

Relação

3 : 1

Em 1 minuto

~90 comp + 30 vent = 120 eventos/min

1–2–3–VENTILA | 1–2–3–VENTILA

Técnica preferida

2 polegares com as mãos envolvendo o tórax.

Profundidade

Aproximadamente 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax.

Local

Terço inferior do esterno, acima do processo xifoide.

Compressões no recém-nascido

Técnica no recém-nascido

2 polegares envolvendo o tórax | Terço inferior do esterno

Comparação

Comparação Final

CaracterísticaAdultoCriançaLactenteRN ao nascimento
Frequência compressões100–120/min100–120/min100–120/min90 comp/min sincronizadas
Profundidade5–6 cm≈5 cm / 1/3 AP≈4 cm / 1/3 AP1/3 AP
1 socorrista30:230:230:23:1
2 socorristas30:215:215:23:1
Técnica2 mãos1 ou 2 mãos1 mão ou 2 polegares2 polegares envolvendo tórax
DEAAssim que disponívelAssim que disponívelAssim que disponívelNão integra o algoritmo neonatal da mesma forma
Principal mecanismo típicoFrequentemente cardíacoFrequentemente respiratório/choqueFrequentemente respiratório/choqueFalha da transição/ventilação

RN ao nascimento segue protocolo específico de reanimação neonatal AHA/AAP.

Revisão Rápida

Números que Você Precisa Decorar

ADULTO

  • ❤️100–120/min
  • 📏5–6 cm
  • 🫁30:2
  • ⏱️Pulso ≤10 s

CRIANÇA

  • ❤️100–120/min
  • 📏≈5 cm / 1/3 AP
  • 🫁30:2 — 1 socorrista
  • 🫁15:2 — 2 socorristas

LACTENTE

  • ❤️100–120/min
  • 📏≈4 cm / 1/3 AP
  • 🫁30:2 — 1 socorrista
  • 🫁15:2 — 2 socorristas

RN AO NASCIMENTO

  • ❤️FC <60 após ventilação efetiva → compressões
  • 🫁3:1
  • 📏1/3 AP
  • 🔄90 comp + 30 vent/min
Segurança

Erros que Não Podem Acontecer

❌ PROIBIDO

  • Demorar mais de 10 segundos procurando pulso.
  • Interpretar gasping como respiração normal.
  • Esperar vários minutos para utilizar um DEA que já está disponível.
  • Fazer compressões muito lentas ou excessivamente rápidas.
  • Apoiar o peso sobre o tórax entre as compressões.
  • Interromper compressões desnecessariamente.
  • Hiperventilar.
  • Desfibrilar assistolia.
  • Desfibrilar AESP.
  • Considerar automaticamente FC <60/min como PCR pediátrica sem avaliar perfusão e resposta às intervenções respiratórias.
  • Utilizar 2 dedos como técnica padrão de compressão do lactente segundo AHA 2025.
  • Aplicar automaticamente 30:2 ao recém-nascido durante reanimação neonatal ao nascimento.

✓ CORRETO

  • Reconhecer rapidamente.
  • Chamar ajuda.
  • Começar compressões de alta qualidade.
  • Garantir ventilação adequada.
  • Utilizar DEA precocemente.
  • Retomar compressões imediatamente após choque.
Resumo

Fluxograma Final

"Vi uma pessoa caída. O que faço?"

1

LOCAL SEGURO?

Certifique-se de que o ambiente é seguro.

2

RESPONDE?

Verifique se a pessoa responde a estímulos.

NÃO

A pessoa não responde.

4

CHAMAR AJUDA + DEA

Acione SAMU 192 e solicite um DEA.

5

RESPIRA NORMALMENTE?

Observe a respiração por até 10 segundos.

NÃO / SOMENTE GASPING

Respiração agônica não é respiração normal.

7

PROFISSIONAL: verificar pulso ≤10 s

Palpar pulso carotídeo (adulto) ou braquial/femoral (pediátrico).

SEM PULSO DEFINITIVO

Iniciar RCP imediatamente.

9

RCP — 30:2 no adulto

30 compressões : 2 ventilações. 100–120/min. Pelo menos 5 cm.

10

DEA ASSIM QUE DISPONÍVEL

Conectar, analisar, choque se indicado.

?

RITMO CHOCÁVEL?

S

CHOQUE → RCP IMEDIATA

N

RCP IMEDIATA

Reavaliar conforme algoritmo até ROSC ou chegada de suporte avançado.

Fontes

Referências e Diretrizes

American Heart Association. 2025 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation. 2025.

American Heart Association; American Academy of Pediatrics. 2025 Guidelines — Pediatric Basic Life Support.

American Heart Association; American Academy of Pediatrics. 2025 Guidelines — Neonatal Resuscitation.

Este material é exclusivamente educacional e não substitui treinamento formal em Suporte Básico de Vida (SBV) credenciado.

SBV — AHA 2025

Material educacional baseado nas Diretrizes AHA 2025

Para fins educacionaisNão substitui treinamento formal